Curso Cardiopatias Congênitas no Adulto se estende até hoje (11)

Por Larissa Nunes

O curso de Cardiopatias Congênitas no Adulto da Escola de Ecografia de Pernambuco (Ecope) oferece aos médicos uma grade curricular rica, com aulas práticas e teóricas sobre as cardiopatias congênitas mais frequentes em pessoas adultas, durante três dias. “Pelas manhãs, acontecem as aulas teóricas e, às tardes, as práticas. Nesse curso, buscamos mostrar noções de fisiopatologia, imagens de maneira geral e aprofundar um pouco mais a questão do eco na Cardiopatia Congênita, que atinge a vida adulta”, diz a professora Mariana Carvalho.

Os alunos aprendem a como identificar, quantificar e avaliar essas patologias. Dependendo do caso, constatam a necessidade ou não de exames como o eco transesofágico, estudo hemodinâmico, RM ou TC.

O curso é ministrado pelo doutor em Medicina e Especialista em Cardiologia (SBC), prof. Dr. José Castillo, e pela especialista em Cardiologia Pediátrica e Ecocardiografia Pediátrica, Dra. Mariana Carvalho. “Tivemos a oportunidade de conviver com excelentes professores, aprender detalhes que não fazem parte da nossa prática clínica, principalmente para cardiologistas da parte adulta”, afirma  Thiago Rabello, aluno da instituição.

As aulas permitem ao aluno classificar as cardiopatias congênitas presentes nos pacientes adultos. Fazem parte da programação: as cardiopatias congênitas cianogênicas com estenose pulmonar, as operadas e tratadas por procedimentos intervencionistas, as que tiveram uma evolução tardia, entre outras. Com exames avaliativos, como o eco transtorácico e o transesofágico, os estudantes podem entender e observar enfermidades de perto.

Além disso, os professores apresentam aos alunos um panorama geral sobre a temática e mostram também cardiopatias congênitas mais difíceis de serem encontradas em adultos. São algumas delas: fístulas arteriovenosas, origem anômala de coronárias, moléstia de Ebstein, transposição corrigida dos grandes vasos, anel fibroso subaórtico, cor triatriatum. Também é feita a identificação com o eco transtorácico e o transesofágico.

“A gente conseguiu desmistificar muita coisa, apesar do tempo não ser longo, mas é o suficiente para que a gente consiga dar o primeiro passo e nos aperfeiçoarmos nesse tema, que é até um tanto difícil para muita gente. O curso vale muito à pena”, conclui Thiago.

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