USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ECOCARDIOGRAFIA

Por Átila Bezerra

Todos já viram ou ouviram falar sobre inteligência artificial. Ela é utilizada em tudo que utilizamos hoje, e tenho certeza que você a utiliza diariamente, pois hoje todas as marcas de smartphones disponibilizam um assistente virtual inteligente, como a SIRI da Apple ou o assistente da Google.

Este ano, no congresso do DIC – Diretório de Imagem Cardiovascular, o Dr. Partho Sengupta, nome eminente da ecocardiografia mundial, falou sobre o passado, presente e futuro da ecocardiografia com ênfase no uso da inteligência artificial.

A área de pesquisa da Inteligência artificial chamada de aprendizado profundo, que é uma espécie de aprendizado de programa de computador por conta própria, está sendo utilizada para identificar se o paciente apresenta algum tipo de doença ou não.

Um estudo bem interessante foi realizado pelo Dr. Zhang, da universidade da Califórnia, utilizando imagens de tomografia de coerência ótica que permite observar as diversas camadas da retina e identificar alterações que possam causar perda da visão. Neste caso, o algoritmo chegou a superar experts em retina, errando apenas 6,6% dos casos.

Outros ótimos exemplos são os resultados da startup americana DIA Imaging Analysis, que criou um software capaz de analisar as imagens ecocardiográficas e fazer medições automáticas. Com isso, os médicos puderam economizar cerca de 30% do tempo na avaliação da Fração de Ejeção.

De acordo com o Dr. Zhang, não dá para fugir do futuro: "penso que a chegado dos sistemas de diagnósticos baseados em inteligência artificial é inevitável. A nós, médicos, resta trabalhar e interagir com a IA para fazer o futuro da medicina mais custo-efetivo e, além disso, promover um melhor cuidado".

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